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 Poesia

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fatima berenguel
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MensagemAssunto: Re: Poesia   Sab Out 02, 2010 1:43 pm

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Meu nome é MULHER!

Eu era a Eva
Criada para a felicidade de Adão
Mais tarde fui Maria
Dando à luz aquele
Que traria a salvação
Mas isso não bastaria
Para eu encontrar perdão.
Passei a ser Amélia
A mulher de verdade
Para a sociedade
Não tinha a menor vaidade
Mas sonhava com a igualdade.
Muito tempo depois decidi:
Não dá mais!
Quero minha dignidade
Tenho meus ideais!
Hoje não sou só esposa ou filha
Sou pai, mãe de família
Sou camionista, taxista,
Piloto de avião, policial feminina,
Operária em construção ..
Ao mundo peço licença
Para actuar onde quiser
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA
E meu nome é MULHER !!!


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MensagemAssunto: Re: Poesia   Sab Out 02, 2010 3:36 pm

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MensagemAssunto: Re: Poesia   Qua Out 06, 2010 3:31 pm

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Subpoesia

Subsaarianos somos
sujeitos subentendidos
subespécies do submundo

subalimentados somos
surtos de subepidemias
sumariamente submortos

do subdólar somos
subdesenvolvidos assuntos
de um sul subserviente

(Chuva novembrina)

Ode à goiaba

Goiabas
surgindo como um rio amarelo
o perfume delas
rico de sínteses
das madrugadas encerradas
na penugem dos Katetes.

E o sol também
o sol camarada e operário
doirando a cabeça das árvores
quando os montes além
fecundam as ventanias
no sangue maternal das tardes.

Tudo isso é pouco p'ra caber numa goiaba.

Falta o sonho da palma
da mão
no começo da seca estação.

(Chuva novembrina)

Chuva novembrina

Chuva-chuva doce chuva
entra no meu coração
doce chuva solitária.
Contigo eu remanso a noite
desce a noite e desces tu
doce chuva mãos de mulher
afagando o bolor do sofrimento.
- Vem doce teta de chuva.

(Chuva novembrina)

"Teu ser"

Teu ser
modelado a barro vivo

é de um breve negro
quando te sentas no chão

Escrava dos minutos infinitos
teu ângulo de água aberta

aquece
luas remotas.

(Palavra de poeta - Antologia)

Também tu, mulher...

Também tu, mulher, és uma riqueza
para a minha alma amargurada.
Dás-me saúde e alegria, vontade de viver
coisas tão simples e boas como a verdade.
Demais só de pensar-te o meu olhar se ilumina
e todo o meu corpo se eletriza
com o calor subindo do meu sexo.
Assim te procuro atento na selvagem cidade
viajante errante nos caminhos da vida
como busco o pão, a casa e a flor.

(Chuva novembrina)

José Luís Mendonça
betogomes.sites.uol.com.br/JoseLuisMendonca.htm
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MensagemAssunto: Re: Poesia   Ter Out 19, 2010 4:31 pm

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O texto do Hino dos Açores, da autoria de Natália Correia, oficialmente adoptado pelo Decreto Regulamentar Regional n.º 49/80/A, de 21 de Outubro

"Deram frutos a fé e a firmeza
no esplendor de um cântico novo:
os Açores são a nossa certeza
de traçar a glória de um povo.

Para a frente! Em comunhão,
pela nossa autonomia.
Liberdade, justiça e razão
estão acesas no alto clarão
da bandeira que nos guia.

Para a frente! Lutar, batalhar
pelo passado imortal.
No futuro a luz semear,
de um povo triunfal.

De um destino com brio alcançado
colheremos mais frutos e flores;
porque é esse o sentido sagrado
das estrelas que coroam os Açores.

Para a frente, Açorianos!
Pela paz à terra unida.
Largos voos, com ardor, firmamos,
para que mais floresçam os ramos
da vitória merecida.

Para a frente! Lutar, batalhar
pelo passado imortal.
No futuro a luz semear,
de um povo triunfal."

O Hino dos Açores terá sido tocado em público pela primeira vez pela Filarmónica Progresso do Norte em Rabo de Peixe, na ilha de São Miguel, a 3 de Fevereiro de 1894.

pt.wikipedia.org/wiki/Hino_dos_Açores
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MensagemAssunto: Re: Poesia   Ter Out 19, 2010 4:33 pm

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MensagemAssunto: Re: Poesia   Ter Out 19, 2010 4:34 pm

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MensagemAssunto: Re: Poesia   Seg Dez 06, 2010 1:24 pm

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O OUTONO CHEGOU

A andorinha partiu.
O Sol mais cedo se deitou.
A chuva miudinha caiu,
Então o Outono chegou.

A videira triste está a chorar,
Ela sem uvas ficou.
Cheira a vinho novo no lagar,
Então o Outono chegou.

As temperaturas desceram.
O vento assobiou.
As aulas já começaram,
Então o Outono chegou.

Os lagartos hibernaram.
A árvore despida ficou.
As folhas soltas dançaram,
Então o Outono chegou.

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CORES DE OUTONO

O Verão foi-se despedindo.
O frio chegou.
O Tempo mudou.
Uma nova estação está abrindo.

As árvores vão-se despindo
das suas folhas amarelecidas,
folhas do verde desvanecidas
que, suavemente, vão caindo.

O chão vai-se cobrindo
de pequenas folhas envelhecidas
ora amarelas ora tingidas
de verde, castanho, vermelho se esvaindo.

A vida destas folhas se esvaindo
cobre, protege as sementes encolhidas
no solo húmido, escondidas.
O Ciclo da Vida continua infindo.

Autor: António Fernando Vilar Barbosa

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FOLHAS DE OUTONO

Folhas secas, já cansadas,
descem da copa das plantas.
Tecem tapetes de fadas,
modelam compridas mantas.

Essas folhas já sem vida
vão enfeitando a paisagem,
deixando na despedida
só caminhos de romagem.

Gritam hinos à memória
de um Verão abrasador.
Morreram para dar glória
à vida que há-de dar flor.

E quando Março chegar,
trazendo a força da vida,
de novo se há-de cantar
à Primavera florida.

Autor: Mário Catarino

EU NÃO GOSTO DO OUTONO

Eu não gosto do Outono
Porque vem a seguir ao Verão;
Acabam-se as férias
Entristece-me o coração.

O Outono é uma estação triste
Porque traz frio, chuva e vento.
Como gosto dos dias de Sol,
Trago a Primavera no pensamento.

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MensagemAssunto: Re: Poesia   Seg Dez 20, 2010 11:32 pm

Não Vale a pena pisar

O capim não foi plantado
Nem tratado,
e nasceu.É força
tudo força
que vem da força da terra .
Mas o capim está a arder
e a força que vem da terra
com a pujança da queimada
parece desaparecer
Mas,não! Basta a primeira chuvada
para o capim reviver

MANUEL RUI MONTEIRO
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MensagemAssunto: Re: Poesia   Qua Jan 05, 2011 3:32 pm

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Pensar alto

Sim
às marrabentas
às danças rituais
que nas madrugadas
criam o frenesi
quando os tambores e as flautas entram a fanfarrar

fanfarrando até o vermelho da madrugada fazer o solo sangrar
em contraste com o verdurar das canções dos pássaros
sobre o já verduzido manto das mangueiras
dos cajueiros prenhes
para em Dezembro seus rebentos
dançarem como mulheres sensualíssimas
em cada ramo do cajual da minha terra


mas, sim ao orgasmo
das mafurreiras
repletas de chiricos
das rolas ciosas pela simbiose que só a natureza sabe oferecer

mas sim
ao som estridente do kulunguana
das donzelas no zig-zague dos ritos
quando as gazelas tão belas
não suportam mais quarenta graus à sombra dos canhueiros em flor

enquanto as oleiras da aldeia, desta grande aldeia Moçambique
amassam o barro dos rios
para o pote feito ser o depositário
de todo o íntimo desse Povo que se não cala disputando
ecoosamente com os tambores do meu ontem antigo.

Malangatana Valente Ngwenya
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MensagemAssunto: Re: Poesia   Qui Jan 27, 2011 3:13 pm

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MensagemAssunto: Re: Poesia   Qui Jan 27, 2011 3:19 pm

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MensagemAssunto: Re: Poesia   Sex Fev 25, 2011 10:42 am

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Escultura

Cansado de tanto amar
Eu quis um dia criar
Na minha imaginação
Um mulher diferente
De olhar e voz envolvente
Que atingisse a perfeição
Comecei a esculturar
No meu sonho singular
Essa mulher fantasia
Dei-lhe a voz de Dulcinéia
A malícia de Frinéia
E a pureza de Maria
Em Gioconda fui buscar
O sorriso e o olhar
Em Du Barry o glamour
E para maior beleza
Dei-lhe o porte de nobreza
De madame Pompadour
E assim de retalho em retalho
Terminei o meu trabalho
O meu sonho de escultor
E quando cheguei ao fim
Tinha diante de mim
Você, só você, meu amor

Composição: Adelino Moreira
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MensagemAssunto: Re: Poesia   Qua Mar 23, 2011 12:44 pm

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MensagemAssunto: Re: Poesia   Qui Mar 24, 2011 1:47 pm

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Lição - Miguel Torga

Oiço todos os dias,
De manhãzinha,
Um bonito poema
Cantado por um melro
Madrugador.
Um poema de amor
Singelo e desprendido,
Que me deixa no ouvido
Envergonhado
A lição virginal
Do natural,
Que é sempre o mesmo, e sempre variado.

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MensagemAssunto: Re: Poesia   Seg Mar 28, 2011 4:18 pm

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MensagemAssunto: Re: Poesia   Sab Abr 09, 2011 4:37 pm

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MensagemAssunto: Re: Poesia   Dom Abr 10, 2011 2:49 pm

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Poema aos homens constipados

Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.

António Lobo Antunes - (Sátira aos HOMENS quando estão com gripe)
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MensagemAssunto: Re: Poesia   Sex Abr 15, 2011 2:40 pm

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Fala ao Coração

Meu Coração, não batas, pára!
Meu coração, vai-te deitar!
A nossa dor, bem sei, é amar!
Meu coração, vamos sonhar...
Ao Mundo vim, mas enganado!
Sinto-me farto de viver
Vi o que ele era, estou maçado!
Não batas mais! Vamos morrer...
Bati à porta da Ventura
Ninguém ma abriu, bati em vão.
Vamos a ver se a sepultura,
Nos faz o mesmo, Coração!
Adeus, Planeta! Adeus, ó Lama!
Meu coração, a Velha chama
Basta, por Deus! Vamos dormir...

António Nobre "Só"
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MensagemAssunto: Re: Poesia   Dom Maio 01, 2011 3:57 pm

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MensagemAssunto: Re: Poesia   Qui Maio 05, 2011 6:59 pm

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MensagemAssunto: Re: Poesia   Dom Maio 22, 2011 10:02 pm

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MensagemAssunto: Re: Poesia   Dom Maio 22, 2011 10:04 pm

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MensagemAssunto: Re: Poesia   Dom Maio 22, 2011 10:07 pm

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MensagemAssunto: Re: Poesia   Sab Maio 28, 2011 12:33 pm

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Poema em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado,
Para fora da possiblidade do soco;
Eu que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu que verifico que não tenho par nisto neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo,
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu um enxovalho,
Nunca foi senão - princípe - todos eles princípes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana,
Quem confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó princípes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde há gente no mundo?

Então só eu que é vil e erróneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Álvaro de Campos
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MensagemAssunto: Re: Poesia   Sab Maio 28, 2011 12:42 pm

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Este Inferno de Amar

Este inferno de amar - como eu amo!-
Quem mo pôs n'alma... quem foi?
Esta cham que alenta e consome,
Que é a vida - e que a vida destrói-
Como é que se veio a atear,
Quando - ai quando se há de ela apagar?

Eu não sei, não me lembra: o passado,
A outra vida que dantes vivi
Era um sonh talvez... - foi um sonho -
Em que paz tão seran a dromi!
Oh! que doce era aquele sonhar...
Quem me veio, ai de mim! desperatar?

Só me lembra que um dia formoso
Eu passei... dava o Sol tanta luz!
E os meus olhos, que vagos giravam,
Em seus olhos ardentes os pus.
Que fez ela? eu que fiz? - Não no sei;
Mas nessa hora a viver comecei...

Almeida Garrett
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MensagemAssunto: Re: Poesia   Sab Maio 28, 2011 12:43 pm

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MensagemAssunto: Re: Poesia   Hoje à(s) 2:30 pm

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